Morais Cardoso

Mostrando postagens com marcador Contos de Suspense/Terror. Mostrar todas as postagens
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Após alguns dias o caminhão de mudança chegou em Fátima do Sul, no Mato Grosso.
Enquanto isso, na cidade de Ponta Grossa, o cadáver havia sido retirado pois os moradores tinham certeza de que não era Ricardo ali enterrado. E não era... Era um outro homem, um morador de rua da cidade.
No Mato Grosso, os policiais prenderam Ricardo e tudo foi esclarecido.
Ricardo havia dado carona aquele outro homem e no caminho ele colocou fogo no carro e matou o morador de rua, jogou seus documentos em cima para pensarem que era ele.
A intenção era receber o seguro de vida, ele e a esposa receberiam muito dinheiro, mas os vizinhos desconfiaram e o plano foi por água abaixo. Afinal, não existe crime perfeito. FIM.
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Ricardo Lopes era de Ponta Grossa, Paraná. Ele era casado com Fernanda e querido por todos na cidade. Um bombeiro valente e prestativo, amava sua profissão.
Mas, no dia 9 de setembro todos choraram em sua cidade natal: Ricardo foi encontrado morto. Seu carro estava incendiado e encontraram sua carteira de identidade. O sepultamento naquele mesmo dia estava cheio, todos choravam sua perda.
Comentários surgiram na cidade após um semana em que ele havia falecido. À noite o viram entrando em sua casa, os mais antigos pensavam: “Será que é a alma dele?”
As pessoas que o viram foram à delegacia e relataram o fato, os policiais então começaram a investigar. Foram à casa de sua esposa, mas não conseguiram nenhuma informação relevante.
No entanto, três meses após este ocorrido, Fernanda, sua esposa, mudou-se sem que ninguém da cidade soubesse. Mas, os policiais a viram sair de casa e a seguiram. De repente, viram Ricardo no caminhão de mudança, tranquilo. Assustaram-se, mas resolveram investigar, a situação estava estranha.

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Três irmãos, Adilson, Ademir e Araújo, ao saírem de uma vendinha, caminhavam em uma estrada de terra, no interior de São Paulo. Voltavam para casa.
De repente, no meio do mato, escutam uma voz misteriosa: “Eu sou a desgraça.”
Os jovens, cheios de coragem entram no mato para tentarem descobrir de onde vem aquela voz. Quanto mais no mato entravam, mais a voz ficava forte. Eles vão em direção ao som e veem uma mala ali no meio do mato. Ao abrirem a mala, surpreendem-se: havia um milhão de dólares! Cada um ficaria com cerca de 333 milhões de dólares.
Mas a ganância falou mais alto. Ademir e Araújo mataram Adilson e jogaram seu corpo em um rio, assim, cada um ficaria com meio milhão de dólares. A ganância não parou por aí.
Ademir sabia que Araújo gostava de macarronada, resolveu então prepará-la e colocar veneno na comida para ficar com o dinheiro todo para si.
Araújo por outro lado pensava: “Meu irmão adora uma caipirinha, eu deixo ele bêbado e o mato com um pedaço de pau.”
A falsidade começava.
Ademir bebeu muito naquela tarde e foi dormir. Seu irmão pegou um pedaço de pau e o matou. Depois foi almoçar tranquilamente e comeu bastante macarronada. No meio do caminho começou a passar mal com fortes dores no estômago. Morreu em seguida.
Seduzidos pelo dinheiro e pelo poder, ficaram sem dinheiro e sem vida.

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Havia uma professora  em uma pequena cidade do Mato Grosso do Sul, certa vez ela começou a dizer aos alunos: “Alunos, estão ouvindo esses latidos?” Os alunos diziam que não ouviam nada.
A professora foi para casa, mas os latidos não paravam. Naquela madrugada acordou assustada, havia sonhado que um cachorro preto a havia atacado na porta da escola. Ficou inquieta o resto da noite.
Na manhã seguinte continuou a escutar latidos e assim seguiram seus dias até que a direção da escola a afastou, mandando-a para um psiquiatra. Ela começou a tomar alguns remédios e ficou apta a voltar àquela escola.
Mas, assim ela voltou a lecionar, mesmo tomando os remédios, voltou a ouvir latidos e a noite sonhava sempre com um cachorro preto atacando-a.
Certo dia, ela começou a chorar desesperadamente, dizendo que os latidos estavam em seus ouvidos. No fim da aula, os alunos saíam da escola e ela foi logo atrás. De repente surgiu um cachorro preto, do jeito que ela havia sonhado e ele então a derrubou no chão e começou a mordê-la.
Os alunos ficaram desesperados e foram chamar a polícia que chegou rapidamente. Um policial atirou várias vezes naquele cachorro, mas ele não morria e continuava a dilacerar a professora, o policial então atirou na cabeça do cachorro e ele finalmente caiu morto no chão.
A professora foi levada as pressas para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O caixão foi lacrado, pois ela estava dilacerada.
Coincidência ou premonição? Nunca iremos saber, restará apenas a dúvida e o mistério desta triste história que a vida escreveu.
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Na cidade de Passa Quatro, sul de Minas Gerais morava dona Etelvina, esposa de Raimundo. Ele trabalhava de guarda noturno e saía todos os dias às 23h de casa e retornava apenas pela manhã.
Sua esposa sempre olhava a rua pela janela de madrugada e seu Raimundo preocupava-se com este fato e sempre dizia: “Etelvina, não presta ficar olhando de madrugada com a janela aberta, minha mãe sempre dizia isso...” – Etelvina sorria e dizia: “Bobagem Raimundo.”
Raimundo saía para trabalhar e lá ficava Etelvina até tarde da noite olhando pela janela. Sempre não havia movimento algum naquela pacata rua, mas certa noite ela avista uma procissão passando por ali, várias pessoas com os rostos cobertos.
Eles se aproximam da janela na qual estava Etelvina e uma mulher entregou então uma vela para ela em suas mãos e disse: “Amanhã volto pegar esta vela”. Etelvina nunca havia visto nada parecido com isto: não consegui ver o rosto de nenhum deles. Eles partiram.
Etelvina se esqueceu de que deveria entregar a vela na madrugada seguinte e foi dormir mais cedo pois estava muito cansada. Esqueceu-se até de contar o que havia ocorrido para o marido.
Naquela madrugada, Etelvina estava dormindo e de repente ouve um forte barulho na janela de sua casa, levantou-se assustada e foi ver o que era. Ele abre a janela e vê a mesma mulher da noite anterior com o rosto coberto pedindo pela vela.
Etelvina procurou a vela por todos os cantos de sua casa, mas não a encontrou. Quando foi dizer à mulher que ela havia perdido a vela, levou um susto: a vela estava na mão daquela mulher de rosto coberto.
Apesar do susto, Etelvina estava curiosa para ver o rosto daquela mulher. De repente, aquela mulher tira o véu: não havia rosto, apenas cabelos. Dona Etelvina quase desmaiou de susto, quando se dá por si, a mulher e a multidão haviam desaparecido.
Diz a lenda de que aquela mulher teve o rosto queimado por um homem por não querer se casar com ele e que todas as madrugadas ela vagueia junto com uma multidão pelas ruas de Passa Quatro. 
Etelvina nunca mais ficou na janela.
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Este fato aconteceu em uma pequena cidade no interior de Goiás.
Em uma humilde casinha, moravam Marcinho, de apenas 8 anos e sua mãe, Iracema.
Todos os dias Marcunho dizia: "Mamãe, ontem eu conversei com papai ali perto da bica d'água."
A mãe dele, então, dizia: "Mas como, meu filho? Seu pai faleceu há quatro anos!"
Seu pai, Ernesto,  havia falecido em um campo de futebol, ele estava apitando uma partida de futebol amador entre dois dos times mais populares da cidade. A grama estava esorregadia, caía um leve sereno, quando de repende Ernesto cai no chão. Havia sofrido um ataque cardíaco fulminante e morrera no local.
Marcinho sempre dizia: "Mamãe, mamãe, papai falou que o lugar onde ele está é mais bonito que aqui..."
No começo, Iracema acreditou que fosse apenas um trauma ou apenas dificuldade para aceitar a perda do pai, mas com o tempo ela ficou preocupada e decidiu procurar ajuda. Ela levou Marcinho para Goiânia e foi a procura de um psicólogo que pudesse ajudar seu filho a passar por esse momento tão difícil.
Após muito procurar pelo centro da cidade encontra uma casa com os seguintes dizeres: "Dr. Milton Cordinari - Psicólogo". Resolver entrar tentar marcar uma consulta para o filho. O psicólogo então os atende, parecia até mesmo que estava esperando por eles.
Ela conta a ele sobre os problemas do filho e o homem, de olhar severo, calmo, diz olhando para o menino: "Não se preocupe. Reze por ele, sempre que alguém que já se foi aparece para um ser vivo, sem dúvida, precisa de reza, peça para rezar uma missa a seu pai e verás."
Iracema sai confusa do consultório pois essa não era a resposta que ela esperava de um psicólogo, mas, de qualquer forma conforta-se.
Foram, então, a um ponto de táxi perto do consultório e o taxista, muito comunicativo começa a conversar com dona Iracema. 
Dona Iracema diz que veio trazer seu filho a um psicólogo e encontrou Dr. Milton Cordinari, que era bem perto do ponto de táxi. Ao ouvir isso, o taxita desaba a chorar.
Ele diz: "Isso é impossível! Dr. Milton Cordinari era meu irmão! Faleceu há dois anos... Foi assaltado e mesmo sem reagir e levou 2 tiros no peito..."
Iracema, assustada, diz: "Mas, como? Acabamos de sair de lá!"
Iracema pede para o taxista retorne ao local. Ao chegarem naquele mesmo lugar notaram uma foto na porta do consultório e os dizerem :"Descanse em paz".
Mãe e filho resolveram ir ao cemitério após esse ocorrido e acender uma vela.
Todo mês, Iracema e Marcinho mandam celebrar uma missa para Ernesto e Dr. Milton. Marcinho nunca mais falou com os mortos.
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Este fato que vou lhe contar aconteceu na pequena e pacata cidade de Uauá, no sertão baiano. Você nunca leu ou ouviu uma história como esta em toda sua vida.
Se você tem algum trauma, algum problema no sistema nervoso, síndrome do pânico, sofre do coração, por favor, peço que NÃO dê continuidade nesta história. (Leia outros textos, como por exemplo as Trovinhas de Humor ou o O palco da vida, mas por hipótese alguma leia a história assustadora que logo abaixo contarei.) Repito: você nunca ouviu uma história como esta.

O ano era 1922, Uauá ainda nem era uma cidade oficialmente. Entre os quatro mil habitantes daquela cidade, naquela época, o mais conhecido era Mané macumbeiro. Diziam que ele havia feito um pacto com o diabo, tudo que ele pedia, o demônio atendia.

Negro, alto, barbas brancas, chapéu de palha na cabeça, assim era Mané, olhos sempre para o chão, cabisbaixo. Ele morava sozinho num casarão antigo próximo a fazenda Pedra da Mata. Para entrar nessa fazenda, aliás, precisava passar pelo casarão de Mané. A distância era pouco menos de 4km.

Quem passava por ali todos os dias era Daniela, uma professora que lecionava para doze alunos na fazenda. Mané sempre provocava:

– Oi anjo loiro! Minha futura namorada! – dizia ele, sempre que a bela moça loira e de olhos azuis passava. Ela sempre com um sorriso tímido, pensava que ele estivesse apenas brincando. Mas ele não estava.

Mané sempre comentava com os donos da fazenda que um dia ainda iria namorá-la. Seus amigos gargalhavam e sempre diziam em tom de deboche:

– Para com isso Mané! Você tem 60 anos! A mocinha se tiver, tem só 20 anos, poderia ser até sua neta.

– Vocês vão ver! Meu amigo Lúcifer nunca deixou de atender meus pedidos! Tudo o que eu peço ele me atende. – E saiu com um sorriso malicioso nos lábios. Depois, voltou, tirou do bolso uma vela preta e mostrando aos companheiros disse: – Hoje mesmo, quando o relógio bater meia-noite, vou acender esta vela pra ele!
Pouco dias depois, um forte temporal assolou a cidade de Uauá. Mané, que estava dentro do casarão, escutou alguém bater na porta. Abriu-a rapidamente e levou um susto: era Daniela!

A professora entrou rapidamente e começou a abraçá-lo e a beijá-lo. Manoel mal podia acreditar no que estava acontecendo. Os dois estavam entre beijos e Manoel começou então a despir a jovem. Subitamente alguém bate novamente na porta e ouve-se em desespero:
– Mané! Mané! Socorro! É a Daniela! Abra a porta Mané!
Mané, assustado e sem entender o que acabara de acontecer olha ao lado: a bela jovem que estava nua em seus braços havia desaparecido. Ele se veste rapidamente e vai abrir a porta. Daniela, muito assustada diz:
– Caiu um raio na escola e ela pegou fogo! As crianças estão morrendo!
Manoel diz para que Daniela espere um minuto enquanto ele calça as botinas e pega seu casaco. Quando ele volta, Daniela já havia desaparecido.
Mané então pega sua carroça e vai à escola. Acelera seu cavalo o mais rápido que pode tentando encontrar Daniela, mas não a encontra. Seria impossível ela chegar tão rápido assim na escola apenas correndo, pensa ele. Conforme se aproxima consegue ouvir os gritos e gemidos desesperados das crianças e sentir o cheiro insuportável de fumaça que paira no ar.
Ao entrar na escola em chamas, Manoel não acredita no que seus olhos veem: o corpo de Daniela caído no chão. Estava morta. Manoel ajoelha-se e no mesmo instante pede perdão à Deus. Manoel, então emocionado, enfrenta o incêndio e ajuda criança por criança a sair daquela escola, coloca-as em sua carroça a as leva para casa.

Mesmo depois de morta, Daniela veio salvá-lo do demônio e ajudar as criancinhas... Veja só como o diabo nos engana de todo jeito.
A partir desse dia, todas as noites, ele vai ao cemitério de Uauá abraçar o túmulo de Daniela e agradecê-la por tudo.

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